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Marca passo e Células tronco na Insuficiência Cardíaca

dezembro 12, 2008 2 comentários

Pacientes que apresentam insuficiência cardíaca em que o coração aumenta de tamanho desproporcionalmente e apresenta áreas de fibrose substituindo o tecido normal do coração tem a necessidade de implante de equipamentos tipo marcapasso ou ressincronizadores. Isto se faz para que os batimentos cardíacos sejam ordenados ou organizados e assim o coração destes pacientes voltem a funcionar melhor no desempenho de suas funções intrínsecas e no envio de sangue para todo o organismo. Porém o procedimento às vezes não é plenamente bem sucedido e isto se deve as lesões e a falta de músculo sadio do coração.

Em decorrência disto Greco OT e colaboradores delinearam um estudo para estes pacientes graves em que se implanta comumente o marca passo, associando a aplicação no músculo cardíaco de células tronco do próprio paciente.  

Este estudo que está recrutando pacientes, está descrito na plataforma de registro de estudos clínicos do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos,  www.clinicaltrials.gov, NCT00800657, e pode ser conferido em sua plenitude, e faz parte do conjunto de projetos em desenvolvimento pelo Grupo de Terapia celular do Instituto de Moléstias Cardiovasculares de SJ do Rio Preto, de S. Paulo –Brasil.

Vale à pena conferir   

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Transplante duplo de Células tronco de sangue de cordão umbilical

 

O Transplante com Células tronco de Sangue de cordão umbilical tem sido uma opção cada vez mais freqüente para pacientes que não dispõem de doadores convencionais.

Estes comentários ocorrem em decorrência da reportagem do jornal FOLHA DE S.PAULO de 4 de dezembro passado na seção de SAÚDE, C7 na qual é enfatizado o Transplante como uma nova técnica. Vários aspectos são citados em relação à terapia e são descritos que já existem casos submetidos á Transplante duplo no Brasil. Aspectos relativos às vantagens e as desvantagens do uso do Sangue de Cordão umbilical como fonte das células são descritos de forma apropriada. De positivo divulga o programa de doação de sangue de cordão que com esta opção ganha vulto para o tratamento de adultos que necessitam de um maior número de células para o sucesso da terapia e abre perspectivas para que um maior número de pacientes e portadores de doenças graves e incuráveis seja beneficiado.

Milton Artur Ruiz  

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Terapia celular. O que é?

A terapia celular tem sido recentemente situada como uma revolução e uma nova forma de tratamento para toda e qualquer doença principalmente para aquelas em que não existe cura ou nas quais o tratamento estabelecido apresenta resultados insuficientes ou desanimadores do ponto de vista clínico ou para a qualidade de vida destes pacientes.

No entanto a terapia celular sensu strictum, na prática não é uma forma nova de tratamento. Se remontarmos ao passado a terapia celular teve o seu inicio séculos atrás desde quando se pretendeu utilizar sangue humano ou de animais para repor perdas de volumes de sangue. Na prática isto se concretizou com a descoberta dos grupos sanguíneos, inicialmente o ABO em 1900, e posteriormente o Rh, que propiciou a seleção do sangue de doadores e determinou de forma médica e científica a reposição sanguínea, criando uma nova área de conhecimento.  As células utilizadas nesta reposição eram os glóbulos vermelhos que agora por serem compatíveis a aqueles sistemas de grupos sanguíneos passaram a ser tolerados e aceitos incrementando o número e o nível de hemoglobina com resultados sistêmicos e imediatos dos receptores dos receptores. Com esta tecnologia as cirurgias passaram a ser cada vez mais complexas e audaciosas, pois as perdas sanguíneas eram repostas de forma imediata. Assim as transfusões de sangue ou dos componentes do sangue são uma forma de terapia celular e denominamos de Terapia celular de Reposição.

A partir de 1945, quando do término da 2ª. Grande guerra, que se encerrou com as duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, com seus efeitos imediatos de mortes e tardios com o aumento de cânceres e anomalias no sangue na população japonesa e a perda da exclusividade nuclear americana para os soviéticos se anteviu a inexorabilidade de uma guerra nuclear.  Isto fez com que ocorressem investimentos para se conhecer mais sobre o sangue, seus elementos, e estudos de como se protegeria a população dos efeitos da irradiação redundantes de uma explosão nuclear. Este temor fez com que se progredisse evoluindo todos estes conhecimentos para o Transplante de Medula Óssea, forma de tratamento para falências medulares e da Anemia aplástica que pode ser causada por radiações como ocorreu em um sobrevivente de um acidente e tratado por células retiradas de medula óssea de um doador.   Logo esta forma de terapia evoluiu e no inicio da década de 70, a reconstituição do tecido hematopoético, afetado por doenças graves como a Leucemia passou a utilizar este raciocínio de tratamento com destruição do tecido anômalo e reconstituição com células de medula óssea de doadores. Assim o Transplante de medula óssea, hoje denominado como Transplante de Células tronco Hematopoéticas é uma forma de Terapia celular de Reconstituição.  A fonte de células para esta modalidade de terapia pode ser além da medula óssea, o sangue periférico e sangue de cordão umbilical. As modalidades podem ser alogênica quando existe um doador e autóloga ou autogênica, quando o doador é próprio paciente.

No final da década de 90, o determinismo que predominava nos conhecimentos sobre a biologia celular, foi transposto, órgãos em que se acreditava que não possuíam células tronco ou células passíveis de regenerar tecidos lesados ou envelhecidos forma descritos, e os estudos com células tronco embrionárias fizeram com que in vidro, fosse desenvovlda várias linhagens de células e in vivo fosse observado resultados surpreendentes de regeneração em várias doenças crônicas. Resultados experimentais em infarto do miocárdio demonstraram que o uso de células tronco de origem medular na área lesada minimizava os efeitos de remodelamento ventricular, ou seja, a terapia previne o desenvolvimento da insuficiência cardíaca. Em 2002 tal assertiva foi confirmada em estudos clínicos e nos últimos cinco anos vários estudos ocorreram e outros inclusive no Brasil estão sendo desenvolvidos com o objetivo na área de doenças cardíacas e de muitas outras áreas. Esta forma de tratamento é a que denominamos de Terapia celular de Regeneração.  Esta forma de terapia se propõem a utilizar células de várias fontes e tecidos com a finalidade de mudar o ciclo de vida e morte tecidual e neste bojo descobertas e polêmicas em relação à origem (embrionária), que a célula- tronco se popularizou e ganhou a mídia e hoje é uma das maiores linhas de pesquisa em todo o mundo pela perspectiva de uma nova forma de tratamento e de medicina para futuro.

Milton Artur Ruiz

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Terapia celular

Recentemente, a população e a mídia em geral tem se ocupado da terapia celular, particularmente da terapia com células tronco como algo revolucionário e de perspectiva para doenças ditas incuráveis. Este enderêço que hoje se inicia tem o objetivo de discutir e informar sobre o tema de forma objetiva, prudente, pontuando os avanços e onde os resultados realmente exsitem e onde as perspectivas são reais e promissoras.

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